Just Don't Blow It Away
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The chef prepares a special menu for your delight, oh my. Sim, eu sei disso. E dele eu desfruto a cada momento. Basta uma olhada superficial para mim (até porque uma maior delonga na visão causa aos incautos espalhafatosa atração por tudo que minha aura representa), basta esse relance para que se perceba que sou alguém extremamente equilibrado em meu carpe diem. Não quero dizer com isso o sentido normal de equilíbrio. Digo que não preciso sair por aí vangloriando-me por aproveitar as pequenas coisas imensamente: papo de monge ou de quem não tem capacidade de obter as grandes também. Uma curta conversa com alguém que encontro sem querer e festas enormes em que se é um despreocupado anfitrião; cheiro de grama recém-cortada e a mais nova fragrância de caras perfumarias parisienses (no lóbulo da orelha de quem te acompanha), enfim, isso é equilíbrio: o bom e simples com o melhor ainda. Nada a invejar, saber que a mais recente eleição dos melhores em sua profissão é apenas questão de esperar a cerimônia: a paz mundial estaria garantida quando o planeta fosse povoado por esses pensamentos. Infelizmente, nem todos são eu: infelizmente, não preciso dizer, para os outros. Isso tudo é um dom: dado por mim a mim mesmo, diga-se de passagem. Poder considerar o dia de hoje como algo convencional seria inexplicável para a maior parcela do gênero humano. Acordar depois de meia-hora de reflexão e preguiça; lembrar o lento degustar de um Boudeaux na noite anterior ao ver sua garrafa no chão (ao invés de pensar naquela enorme mancha no sofá, feita pelo mesmo); ligar para a mais bela das diversas garotas que anseiam um telefonema; convidá-la para um passeio rápido; pouco esperar por ela na frente de seu apartamento; notar durante essa espe um tipo de óculos que talvez aumentasse meu charme em meio à parcela mais intelectualizada do ramo publicitário (tsc, tsc, não o invejo, isso aqui é apenas mera questão estética; se devesse invejar algo do homem que o possui seria o bem-apessoado amigo; mas, amizades sinceras ou não tenho aos montes). Isso tudo é extremamente convencional em um dia. Vento na cara é sempre um prazer. A velocidade, o deslizar dos pneus, o suave roncar do mais potente motor, 217 km/h na veia: sou quase um poeta futurista, um Álvaro de Campos. Paul MacCArtney começa a cantar. Enquanto minha mão roça levemente seu seio sob a blusa, a garota parece notar levemente que a música foi feita para mim. Vento, vento, ah, o vento. Todo esse vento, jovem, eterno, eternamente jovem, jovenmente eterno. This is your time/ This is you day/ You've got it all/ Just don't blow it away. A velocidade talvez assuste a garota, por isso ponho as suas mãos no volante.
E decididamente viro à esquerda, em diração ao penhasco.
Escrito por GraaL às 19h25
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And So It Is
favas que tu vá às favas pois não penso não pretendo pensar sequer imaginar o que estou escrevendo tecendo fazendo tentando às vezes conseguindo a memória não é tão melodiosa quanto parece pois o sentido de tudo é algo que não faz sentido por que tudo é ambíguo tudo é assim plurissignificado o não obedecer à uma vontade à uma ciência à uma fé que não promove nada as páginas se passam sem mover o chão têm que mover têm você só estará totalmente satisfeito tendendo ao perpétuo se mover o chão o chão não é tão duro quanto se pensa é ovo depende de onde você toca com os sapatos molhados da caneta tinteiro escorrendo nanquim indiano pelo bom cheito indiano pela origem gravada no pote fajuto de vidro não quero ir embora como muitos fazem nesses momentos dá-me a tua mão tu que durante minha leitura não parava de pedir a minha dá-me a mão e o sorriso de fora o sorriso ferino que esconde o amigo talvez não tão ferino talvez eu veja demais porque todos dariam a timidez e não caber-se de suas fotos mas é que eu não olho aquilo que é mais óbvio seu olhar não dá conta de todo o mistério que se esconde em você você você você até onde você é você e não é mais eu por que você tende sempre a me desmentir como o autor de tudo isso ao seu redor você tem certeza que não é uma persona minha tem tem certeza mesmo eu não estou tão certo assim pois tanto quanto você me diz você mente você me mente minhas mãos já calejam e a sua boca de fel nada me diz que você não esteja mentindo você mente o tempo todo e nada me tenta esconder a mentira assim tão sincera não seria maior que uma verdade banal não sei não tentarei saber e eu aqui ouvindo sobre uma idade em que a determinada religisão dominava hoje outra domina cada uma com seu próprio ver cada um com seus aspectos filosóficos e crenças e vícios e idéias e ternos e perfurmes e monitores e cérebros eletrônicos e liquidificador que só falo porque nunca falei liquidificador em meus textos porque não é uma palavra que possa aparecer num texto todo ele tem que ter um quê de verdadetalvez o do meu seja isso liquidificador porque eu minto você ama ela destrói paredes e faz em cacos corações alheios anda sobre entulho cardíaco e a gente nem se liga que o coração tem mais regeneração que o fígado é é o coração é o nosso fígado e nós somos prometeu toda noite alguém nos come o interior mas isso é comum basta um amigo se apresentar que nós já estamos bem bem não talvez um qualquer mas um bom amigo que não precisa ser oficialmente bom mas alguém que saiba dizer a frase certa no momento oportuno tentando fazer mais nada só manter uma conversa porque é uma virtude saber sempre fazer a próxima perguntae continuar go on tentar fazer continuar sempre temporalmente mas de vez em quando não porque simplesmente se está além e o tempo é algo tão relativo que nada importa a nós pois a fé e a razão são algo totalmente relativo afinal algo disso é capaz de ser real não é meio improvável que todo mundo goste de imagem tentando criar principados novos a serem destruídos em suas mentes a caixa isso o segredo talvez esteja na caixa dogma de caixa a gente crê nesse dogma que a esperança nos foi dada ou aprisionada aliás tandora termina sua história de modo feliz nó tesmo mesmo esperança será será eu tenho as minhas dúvidas nada é inegável nem meu cabelo verde nem o roxo dos olhos da minha companheira nem o cheito da goteira coberta de mofo a seis metros de altura nem os brincos quadrados que rodeiam toda aquela luz porque uma garota que saiba ouvir tem uma luz não comparação judaico-cristã para uma luz qualquer uma luz só porque eu ainda não sei inventar palavras luz não é o suficiente saca assim como liberdade não é suficiente pra clarice pra mim eu queria tanto que fosse pra mim também queria ser assim já livre e querer algo mais mas não há mais espaço para um carpe diem barroco não há espaço eu sou totalmente barroco e não talvez bem talvez sim eu seja naquele sentido de se hoje uma estrela amanhã já se apagou se hoje lhe odeio amanhã lhe tenho amor talvez seja assim eu lhe tenho amor talvez sim talvez não o talvez talvez devesse ser o meu nome nós só temos certeza da relatividade e se até essa certeza for relatica talvez ela seja tão relativa que nós talvez tenhamos a esperança de encontrar algo realmente certo mas no momento eu busco o falho o humano você vem me falar da realidade você hemingway procurando a verdade você tão ateu buscando será que existe essa verdade todo mundo é iconoclasta mas todo mundo espera algo mais alguma coisa de certo enquanto todo mundo se agarra a uma rocha eu me jogo contra as vagas eu busco nelas o precipício no qual eu possa me jogar para outro além além além essa palavra soa tão bem quanto iconoclastia idiossincrasia é perfeita maneira de sentir julgar característica a cada pessoa vocâ quebra tanta coisa ela falada é tão anormal mas escrita é perfeita tem um tom feiticeiro sei lá você meio que se envolve com tudo aquilo você não conseque se ver você quer ser a idiossincrasia universal você olha para a garota de tranças e salto alto e perdebe que ela está com as mãos em pode conveniente talvez esteja com medo talvez esteja cansada com sono com medo de ser degolada e talvez ela pense o que será que ele está fazendo ela que está perto de uma janela e olha os passantes na rua e vê o garoto das pulseiras o médico o hippie a senhora que está tomando seu último gelado antes de tentar ser arremessada a vinte metros por um motoboy apressado talvez não consiga mas há um parque com um lago em que a água é pura e fresca e lá talvez seja um bom lugar pra se morrer o afogamento não é tão terrível assim toda aquela prata em si entrando por todos os poros isso não é tão ruim quanto parece até percebe-se algo divino disso é a rua já foi atravessada agora é só pegar um táxi e me dirigir ao parque em que estará uma bonita garotinha com os olhos azuis que talvez devessem ser transparentes com a água em que me jogaria mas como o mar ás vezes está asul ou verde pode ser assim a professora faz a chamada e a janela se quebra na visão e a sala morna se faz presente e se retorna ao carinha com a caneta que não para suja letra seria bonita não tivesse ele escrevendo tão tápido aquela coisa que almeja ser sim idiossincrasia quero personas críveis quero poder ver tudo por meus olhos e pelos de outros quero comer os olhos de todos aqui e tentar beber não beber melhor seria beijar as lágrimas que restarem nas concavidades por que as lágrimas nunca se misturam som o sangue eu gostaria de saber por que esse dois ótimos gostos não conseguem ser miscíveis entre si nas condições normais de temperatura e pressão tudo isso é relativo demmais de que me adianta recionalizar tudo isso que se quebra toda que olho talvez eu nada veja há tanta ironia nisso aquele que se acha sensitivo prevê a vida dos que estão ao redor e não consegue perceber não consegue sentir que o zunido que aquele barulho que o aço faz cortando o ar não passa de uma bala perdida dum tiroteio distante que já quebrou alguns vidros e que agora quebrará mais um antes de penetrar nos cabelos pele crâncio cérebro vasos cérebro pele cabelos e a morte ser inevitável e coisa e tal e tal e coisa ah o amor hum o sexo...
Escrito por GraaL às 00h29
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